Publicação

Magic the Gathering | Modern

Análise Pro Tour Rivals of Ixalan

E aí galera!

Antes de mais nada, Modern é vida.

Recaptulando rapidamente, o último Pro Tour Modern havia sido em 2015. Esse Pro Tour ficou conhecido como Inverno Eldrazi, um festival para definir qual a versão abusava melhor de Olho de Ugin . Além disso, Gêmea Estilhaçadora e Floração Estival tinham acabado de ser banidas (menos de um mês antes da competição). Resultado: o Pro Tour foi um desastre, Olho de Ugin foi banido do Modern logo após e a experiência amarga fez a Wizards of the Coast anunciar no final da temporada 2015 - 2016 que o Modern não seria mais um formato suportado em Pro Tours.

IMG_3234.PNGEsse não é mais o caso. O Modern nunca esteve tão saudável como está agora. Dentre o rol de decks escolhidos pelos jogadores, tinham 64 decks diferentes. No primeiro dia da competição, nenhum deck representou mais que 10% do meta. Aggro, combo, controle e midrange - todos os arquétipos estiveram bem representados. No top 8 do torneio, 7 decks diferentes.

No meio de tanta diversidade, algumas informações se destacam. Uma métrica bastante utilizada para medir o resultado dos decks é a chamada taxa de conversão, que é o percentual de jogadores de determinado deck que passaram para o segundo dia da competição. Como apenas 63% do total de jogadores passam para o segundo dia, supõe-se que todos os decks que tiveram uma taxa de conversão inferior à 63% na média tiveram uma performance pior que a esperada.

A imagem abaixo mostra a taxa de conversão para os decks mais jogados no torneio:

IMG_3238.PNGAlgumas conclusões a partir desses dados:

1. Decks com Valakut, o Pináculo Derretido estão em baixa. Um formato onde decks extremamente agressivos reinam - como por exemplo Humanos, BR Oco e Traverse Shadow, o ambiente não é favorável para jogar com um deck que interage pouco e passa os primeiros turnos fazendo terrenos. O Titan Breach não apareceu na imagem, mas também teve uma performance bem abaixo da esperada: apenas 2 jogadores dos que se registraram com o deck seguiram para o segundo dia de competição, tendo assim uma taxa de converção de apenas 33%.1.

2. Tron não está fora do formato como alguns dizem. O EldraziTron teve um desempenho muito bom com uma taxa de conversão de 76,9%.
3. Confirmação do Jeskai como uma boa opção pra quem gosta de jogar de controle.
4. Ao menos no meta apresentado no Pro Tour, a melhor versão de deck que usa Sombra da Morte foi a versão com o tutor de criaturas e terrenos Atravessar Ulvenwald .
5. Você pode ignorar as outras 4 conclusões se levar em conta que conhecer bem o ambiente, conhecer melhor ainda o deck que escolheu jogar e tomar boas decisões nas jogadas ainda é mais importante do que escolher um deck "bem posicionado" no meta. Prova disso são os resultados que decks com baixa taxa de conversão fizeram na mão de pilotos habilidosos, como o Mardu Pyromancer nas mãos do Gerry Thompson ou o Abzan nas mãos do Reid Duke.

Mais algumas considerações que observei durante o Pro Tour:

- Comprovado o poder que Zumbido da Invenção trouxe pra um deck já bastante consistente como o Lantern Control.
- A base azul e vermelha, sem considerar Storm, pode ser jogada com sucesso com a win condition da sua preferência, seja Através da Brecha com Emrakul, o Fragmento dos Éons , seja Coisa no Gelo , ou seja Twinless Twin.
- Ainda existe muita dúvida em relação à melhor versão de Humanos. Durante o Pro Tour surgiram versões com Quiteon, Herói de ÁcrosCompanhia Agrupada no lugar de Frasco do Éter e até com o nosso velho amigo Experimento Um na tentativa de deixar o deck mais agressivo.

Resumindo tudo, Modern é vida e confesso que o Pro Tour RIX renovou a minha vontade de jogar Modern e experimentar novas variações que ainda nao tinha testado. E vocês, que acharam do Pro Tour RIX e do formato em geral?

Abraço e até a próxima!


Giovanni Santin

Thoughtseize. Goyf. Liliana. GG EZ :)



Carregando...